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A parte que faltava

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A parte que faltava é um livro do escritor, cartunista, poeta, compositor e cantor Shel Silverstein. Seus livros foram traduzidos em mais de 30 idiomas e chegaram a vender mais de 20 milhões de exemplares no mundo inteiro.

E porquê só agora estão todos falando de um livro dele aqui no Brasil?

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Muito além de suas reflexões profundas, com sua escrita e ilustração feitas com uma simplicidade marcante, as pessoas estão falando pois alguém falou para elas.

Mas o que esse livro têm de tão especial?

No livro há um personagem em formato redondo, no qual falta um pedaço. Ele passa a história toda em uma incessante busca pela parte que faltava para ele. O personagem encontrou algumas pequenas, outras grandes, outra pontuda demais… Encontrou uma que não queria ser a parte dele e outra que era perfeita, mas ele segurou-a tão forte que ela se despedaçou.

O sonho dele era encontrar a sua parte que faltava, assim seria completo e poderia rolar tão rápido quanto jamais fora…

Quando ele finalmente encontrou a parte que faltava, ele rolou tão rápido, mas tão rápido que não conseguia mais cantar, não conseguia mais fazer as coisas que mais gostava e não se sentia feliz.

O protagonista da história percebeu que preferia ficar sem aquela parte, a soltou bem devagarinho e voltou para sua vida que tanto gostava.

Como o livro emocionou a todos

Apesar de ser um livro infantil, a história marcou intensamente pessoas de todas as idades. Tudo isso através de um vídeo publicado por uma youtuber famosa, a Joujout, que contou a história todinha nele.

Conforme ela foi contando a história ela foi se emocionando tanto que o livro ficou ainda mais forte, mergulhamos ainda mais e nos emocionamos junto com ela. Foi um sentimento tão incrível que chega a ser difícil de explicar.

O livro em sua ficção compara um sentimento e uma busca que a maioria de nós possuímos, ver isso tão explícito é extremamente chocante.

Nós passamos a vida toda buscando coisas para nos completar, dinheiro, sucesso, um amor perfeito… E quando conseguimos, muitas vezes não era o que queríamos. É uma incansável busca por coisas para preencher um vazio. Mas a questão é que podemos estar muito melhores e felizes só, do que preenchidos com algo que não nos realiza.

Veja o vídeo completo aqui:

Após a publicação do vídeo a Saraiva informou que vendeu mais de 1,4 mil unidades de “A parte que falta” no período de três dias, o que é atribuído ao vídeo de Jout Jout. Em nota, a rede diz ainda que houve aumento da procuração pela continuação da obra, “A parte que falta encontra o grande O”.

A minha visão é que não foi porque ela tinha o livro e gravou um vídeo, as vendas e o sucesso foi pela mensagem da história e como ela passou tudo isso com o coração, aberta a todos os sentimentos de forma natural.

Motivos para continuar espalhando a história

“Não sei o que fazer com esse livro. Eu quero dar este livro para todas as pessoas que eu conheço, com uma dedicatória exclusiva para cada uma. Porque sempre falta. Você acha, aí falta. Aí quebra, aí solta, perde, aí acha.Aí acha e falta. Aí acha e não falta, mas depois falta. É isso, vai faltar e depois não vai faltar mais, para depois faltar de novo.” disse a youtuber Jout Jout ao final do vídeo.

Assim como a youtuber, também acredito que todos deveriam ler esse livro. Precisamos saber lidar com nossas emoções e entender que sempre faltará algo e podemos ser felizes mesmo assim. Entender que não precisamos de outra parte e sim reconhecer e valorizar a nós mesmos…

Outras obras do autor

Para quem também se apaixonou pela história, separei uma lista com outros livros já traduzidos para o português do autor. O estilo de seus livros é justamente trazer reflexões desde a infância, mas que servem para muitos adultos, veja:

  • Uma girafa e tanto – De modo brincalhão e aparentemente despretensioso, Silverstein faz bom uso das rimas para denunciar as falsas necessidades do consumo. A pobre girafa carrega tantas coisas em suas costas que só para quando cai no buraco do tatu e descobre que pode existir sem tudo aquilo.
  • Quem quer este rinoceronte? – Se você cansou de gatos, cachorros, peixes, tartarugas ou hamsters, e está à procura de um bichinho de estimação diferente, vale a pena conhecer o rinoceronte de Shel Silverstein. Em ‘Quem quer este rinoceronte?’, o autor tenta convencê-lo a levar para casa este animal pra lá de esquisito. Bons argumentos não faltam – ele devora o boletim com notas baixas antes que seus pais o vejam, pode servir de cabide ou de abajur, sabe imitar tubarões e ainda segura a corda para você pular. Além, claro, de ter um coração proporcional ao seu tamanho.
  • A árvore generosa – A árvore generosa é uma fábula em preto-e-branco sobre a amizade, a consciência ecológica e a passagem para a vida adulta. Os estreitos laços que aproximam o menino e a árvore transformam-se, pouco a pouco, em distância e silêncio. Ela sempre acolhe e oferta; ele tudo pede e retira. A árvore propõe uma relação de troca sincera e desinteressada – essa que o menino parece desaprender quando vira homem.
  • Leocádio, o leão que mandava bala – A satisfação dos desejos no mundo do consumo, o poder das armas, a aquisição de novas habilidades e tecnologias e tudo o que afasta o homem de sua natureza são os temas desta incrível história. Leocádio é um leão que não tinha este nome quando jovem, mas que um dia resolveu enfrentar um caçador – não porque quisesse matá-lo, mas porque gostara da aparência dele com seu chapéu vermelho e os olhos verdes.
  • Fuja do Garabuja – O primeiro livro de Shel Silverstein, de 1964, é o seu único em cores. Nele, o autor adentra o imaginário infantil e convida as crianças a rirem dos próprios medos. Fuja do Garabuja é uma coletânea de 44 poemas sobre monstros e criaturas imaginárias bem incomuns, como o Gruto, um bicho bom de disfarce; o Gradiardo, com seus dentes em fila dupla e garras afiadas; o Grício, gordinho de olhos vermelhos, e outros tantos que somente alguém tão criativo como Silverstein poderia criar, com um humor sutil que cativa crianças e adultos. A simplicidade poética e o minimalismo característicos do autor ganham nesta obra o colorido das ilustrações em aquarelas. Para Shelebrar!

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