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Marielle Franco, foi até o fim de sua vida sendo representante das minorias.

Ela deixou um grande legado de força às mulheres negras, ao grupo LGBTs, aos moradores das favelas, à todas as minorias.

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O mandato de uma mulher negra, favelada, periférica, precisa estar pautado junto aos movimentos sociais, junto à sociedade civil organizada, junto a quem está fazendo para nos fortalecer naquele lugar onde a gente objetivamente não se reconhece, não se encontra, não se vê.

Marielle Francisco da Silva, filha de Marinete e Antônio Francisco da Silva Neto, nasceu no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 27 de julho de 1979. Foi uma mulher que superou diversas barreiras através da educação, mulher, negra, socióloga, feminista e mãe, tornou-se importante representante das minorias e dos direitos humanos. Gostava de ser chamada de “cria da Maré”. Com 11 anos, começou a trabalhar para ajudar a família, na juventude, participou da equipe de gravadora e produtora de shows de funk Furacão 2000. Em 1998, quando tinha 19 anos, nasceu sua única filha Luyara, nessa mesma época começou a fazer cursinho pré-vestibular. Aos 20 anos seu interesse por direitos humanos surgiu, depois de perder uma amiga em uma troca de tiros entre policiais e traficantes.

Em 2002 Marielle entrou para a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e fez o curso de Ciências Sociais. Se formou sendo bolsista do Prouni (Programa Universidade para Todos), durante os estudos, não se envolveu com movimentos estudantis, por ter que dividir seu tempo entre estudo, trabalho e o cuidado com sua filha. Seguiu carreira acadêmica, fazendo mestrado em Administração Pública na Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua dissertação teve como tema “UPP: a redução da favela a três letras”, era uma análise ao modelo neoliberal e militarista adotado ao Estado Penal brasileiro, utilizou o Complexo da Maré como estudo de caso. Foi professora e pesquisadora respeitada. Marielle também defendia a causa feminista e LGBT, tinha um relacionamento com a arquiteta Monica Benicio, há mais de 10 anos, com quem se casaria no ano de 2019.

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Por conta de sua vivencia, teve a militância ativa desde cedo, contudo, iniciou sua carreira na política como assessora de seu amigo Marcelo Freixo, trabalhando nessa parceria por 10 anos. Trabalhou em organizações da sociedade civil, como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Posteriormente assumiu a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, trabalhava (questões jurídicas ou apoio psicológico) por interesses dos atingidos pela violência, principalmente, aos familiares de cidadãos e militares. Candidatou-se em 2016 a vereadora do Rio de Janeiro e foi a quinta parlamentar mais votada, eleita pela coligação formada pelo PSOL e PCB, com mais de 46 mil votos.

Enquanto parlamentar, Marielle enviou 13 projetos de Lei à câmara municipal do Rio de Janeiro, além de defender diversas pautas, como: mulher na política, racismo, defesa dos direitos básicos, LGBTs, segurança na favela, garantia ao aborto (em casos previstos em lei), entre outras. Presidiu a Comissão de Defesa da Mulher e, quando foi executada, integrava uma comissão para monitorar a intervenção federal no Rio de Janeiro. Era uma mulher de coragem, demonstrava sua indignação às várias injustiças que ocorriam, principalmente nas periferias, seguia denunciando abusos.

Enquanto voltava de um encontro com mulheres negras, Marielle Franco foi morta com 4 tiros na cabeça, durante a noite de 14 de março de 2018. Os disparos foram lançados por um carro que cercou o veículo que estava, seu motorista, Anderson Pedro Mathias Gomes também morreu no local.

Ainda não há evidencias que comprove a autoria e o motivo do crime. A principal hipótese é de que tenha sido uma execução com relação a atuação política de Marielle, os principais suspeitos são pessoas da polícia militar do Rio de Janeiro, que eram contra as intenções da parlamentar.

Marielle Franco não era reconhecida a nível nacional, até março de 2018, quando estampou as manchetes de jornais do mundo inteiro com sua morte, gerando comoção internacional. Se foi, contudo, deixou um grande legado de força às mulheres negras, ao grupo LGBTs, aos moradores das favelas, à todas as minorias, deixou a mensagem de que a população tem voz e precisa se integrar no meio político e ir atrás de seus direitos como cidadão.

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