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Márcio Andrade Batista foi o primeiro brasileiro indicado ao Nobel da educação

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Márcio Andrade Batista foi o primeiro brasileiro indicado ao Nobel da educação. Escola do Legado | Escola do Legado

Márcio Andrade Batista nasceu em São Paulo, mudou-se em 2010 para Barra do Garças, Mato Grosso, onde ministrou aulas na UFMT. Foi o primeiro brasileiro a ser indicado e concorrer ao “Global Teacher Prize”, prêmio Nobel da Educação. Entre os indicados ao prêmio, 8 eram americanos, que foram recebidos pelo Obama, uma argentina que foi recebida na casa rosada e uma italiana que foi recebida pelo primeiro ministro da Itália, Márcio não foi recebido por ninguém, mas estava entre essas pessoas. Esse prêmio considera sua trajetória e ações que são relevantes e contribui para o status da profissão.

Com mais de 50 projetos concluídos, continua produzindo outros como, o filtro bactericida de casca de barú e a melhoria da lâmpada de Mozart. Contudo, nunca comercializou seus inventos, pois tem o princípio de que é professor universitário e tem que retribuir à sociedade o que faz, apenas vive com o que recebe da universidade.

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Márcio Andrade atua como professor da Universidade Federal do Mato Grosso, possui graduação em Engenharia Química pela Escola de Engenharia Química de Lorena na USP, foi bolsista por 3 anos na FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), defendeu seu Mestrado em Engenharia Química pela Universidade Federal de Uberlândia em 2005, foi bolsista CNPq em Modelagem, Controle e Otimização de Processos Químicos. Desenvolveu trabalhos na área de processos biotecnológicos e bicombustíveis, possui MBA em Finanças e Estratégias Empresariais pela Universidade Federal de Uberlândia. Venceu o Prêmio Santander de Empreendedorismo em 2006, na categoria Indústria. Recebeu uma menção honrosa da Fundação Getulio Vargas por ter desenvolvido um dos 20 melhores Business Plan no II Desafio GV-Intel de Venture Capital e Empreendedorismo Inovação e Tecnologia em 2007. Foi ganhador do III Prêmio Werner Von Siemens de Inovação Tecnológica, prêmio de Reconhecimento 3M – Consumidor Consciente em 2009. Entre outras atividades, o Prof.M.Sc. Márcio Andrade ministrou cursos em diversos programas de MBA.

Infelizmente o Brasil não valoriza o professor, não é uma profissão de status. A ciência é um processo de longo prazo e investimento. É preciso valorizar a carreira do docente, pesquisador nem é classificado como uma profissão. Para se tornar um pesquisador no Brasil, deve-se primeiro tornar-se professor universitário, para depois fazer pesquisas. Nos Estados Unidos há essa opção de escolher ser pesquisador ou professor. Não é uma carreia fácil no Brasil, é preciso enxergar os problemas da sociedade e propor solução, desenvolver pesquisas em laboratório, publicar e depois ensinar em sala de aula. Mesmo com todas essas intempéries, Márcio sempre quis ser professor e não tem vontade de sair do país, por mais que seja mais valorizado lá fora a carreira de pesquisa. Ele gosta do Brasil e acredita no sonho da valorização do professor e pesquisador, de uma criança ter vontade de falar que quando crescer, pretende ser cientista ou pesquisador.

A sociedade precisa despertar, a universidade não existe apenas para formar pessoas para ganhar dinheiro. É um meio que desempenha papéis para o desenvolvimento humano, regional e sustentável que se aplica na realidade social e política. A universidade retribui o investimento que recebe da comunidade, desenvolvendo estudos, pesquisas e projetos de extensão para beneficiar a população em suas necessidades. Outra função da universidade é auxiliar os alunos para que eles tenham uma opinião formulada e crítica diante da realidade social para que haja um avanço cultural, científico e tecnológico. Por fim, a universidade tem como função e dever de estar comprometida com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

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ESCOLHA DO EDITOR: Daniel Bissonnette: o mais influente palestrante e autor de 13 anos de idade do mundo no campo da saúde.

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